Dor de cabeça, sono e emoções

Comportamento e emoções: avaliação e acompanhamento

Emoções e comportamento também fazem parte do desenvolvimento.

Dra. Naiana Silva · Médica neuropediatra · CRM-MG 65388 · RQE 54889 / 54890

Publicado em · revisão técnica em

Pai segura a mão da filha, que abraça um coelho de tricô, em um cantinho da calma com luz natural

Ansiedade, irritabilidade, explosões de raiva, medos que não passam e mudanças de humor estão entre as queixas que levam famílias à neuropediatria, principalmente quando aparecem junto com TDAH, autismo, epilepsia ou dificuldades de aprendizagem.

Comportamento difícil nem sempre é falta de limite. Muitas vezes, é a forma que a criança encontra de mostrar que algo não vai bem.

Quando as emoções fazem parte do quadro

Sintomas emocionais e de comportamento são comuns na infância. Uma revisão de estudos de vários países, coordenada por pesquisadores brasileiros, estimou que cerca de 13 em cada 100 crianças e adolescentes têm algum transtorno mental, e os quadros de ansiedade estão entre os mais frequentes.

Esses sintomas aparecem com frequência junto com condições do neurodesenvolvimento. No TDAH e no autismo, por exemplo, ansiedade, irritabilidade e alterações de sono fazem parte do que muitas famílias vivem no dia a dia.

A neuropediatria avalia esses sintomas dentro do quadro do desenvolvimento da criança e trabalha junto com psicólogo e, quando necessário, com psiquiatra da infância e da adolescência.

Sinais que merecem avaliação

Vale procurar avaliação quando medos, preocupações, irritabilidade ou explosões de raiva são intensos, duram semanas e atrapalham a escola, o sono, a alimentação ou o convívio em família.

Também chamam atenção a criança que passa a evitar a escola ou atividades de que gostava, que se queixa com frequência de dor de barriga ou de cabeça sem causa encontrada, ou que muda de comportamento de forma brusca.

Falas sobre morte, autolesão ou qualquer situação de risco imediato pedem ajuda na hora: procure um pronto-atendimento, ligue para o SAMU (192) ou para o CVV (188).

Como é a avaliação

A avaliação começa pela história contada pela família e, conforme a idade, pela própria criança: quando os sintomas começaram, em que situações aparecem e como estão o sono, a escola e a convivência.

O exame neurológico e a investigação de condições associadas, como TDAH, autismo, epilepsia, dificuldades de aprendizagem e problemas de sono, ajudam a entender o que está por trás do comportamento. Questionários respondidos por pais e professores e o contato com a escola completam o quadro.

Em parte das crianças, o quadro pede avaliação conjunta com psicólogo ou psiquiatra da infância e da adolescência, e cada encaminhamento é discutido com a família.

Tratamento e acompanhamento

Na ansiedade da infância, a terapia cognitivo-comportamental e a medicação têm evidência de benefício, isoladas ou combinadas. A escolha considera a idade, a intensidade dos sintomas e a rotina da criança, e é feita em consulta, com a família.

Quando os sintomas emocionais acompanham uma condição como TDAH, autismo ou epilepsia, o plano considera as duas coisas juntas: a condição de base e o que a criança sente.

Rotina previsível, sono regular e comunicação próxima entre família, escola e equipe fazem parte do cuidado, e os retornos ajustam o plano conforme a evolução.

Atendimentos relacionados

Onde a avaliação acontece

Consultório em Varginha

EndereçoAv. Brasil, 226, Vila Pinto, Varginha, MG
HorárioSegunda a sexta, das 08:00 às 18:00, com hora marcada
Telefone e WhatsApp(35) 99720-7777
AtendimentoParticular

Perguntas frequentes sobre comportamento e emoções

Birra é normal ou precisa de avaliação?

Crises de birra são comuns na primeira infância. Merecem avaliação quando são muito intensas ou frequentes, continuam depois dos primeiros anos, envolvem agressividade ou atrapalham a escola e a vida em família.

Ansiedade em criança precisa de remédio?

Nem sempre. A terapia cognitivo-comportamental e a medicação têm evidência no tratamento da ansiedade na infância, isoladas ou combinadas. A escolha considera a idade, a intensidade dos sintomas e a rotina da criança, e é feita em consulta, com a família.

Neuropediatra ou psiquiatra infantil: quem procurar?

Quando os sintomas emocionais aparecem junto com condições do neurodesenvolvimento, como TDAH, autismo, epilepsia ou atrasos, a neuropediatra avalia o quadro como um todo. Em parte dos casos, o cuidado é feito em conjunto com psicólogo e psiquiatra da infância e da adolescência.

As avaliações e acompanhamentos descritos não substituem a consulta presencial. A indicação e o plano terapêutico são definidos individualmente, em consultório, após avaliação neuropediátrica, conforme determina o Conselho Federal de Medicina.

Fontes

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  3. Hyman SL, Levy SE, Myers SM; Council on Children with Disabilities, Section on Developmental and Behavioral Pediatrics. Identification, evaluation, and management of children with autism spectrum disorder. Pediatrics. 2020;145(1):e20193447. Acessar
  4. Polanczyk GV, Salum GA, Sugaya LS, Caye A, Rohde LA. Annual research review: a meta-analysis of the worldwide prevalence of mental disorders in children and adolescents. J Child Psychol Psychiatry. 2015;56(3):345-365. Acessar
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